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Capítulo 5: Cavaleiros do Zodí­aco - Crônicas de Capricórnio

Capítulo 5: Cavaleiros do Zodí­aco - Crônicas de Capricórnio

cadastrado: 2024-12-22 21:43:03
atualizado: 2026-05-11 22:17:40

Nos arredores do Santuário, uma feira ao ar livre está acontecendo, atraindo inúmeras pessoas para o evento. Em meio à multidão, dois Cavaleiros de Prata estão discutindo. Esse embate de opiniões já dura semanas, e os ânimos começam a se exaltar.

Caspian de Centauro e Franco de Flecha discutem, pois Caspian acha que eles não deveriam responder mais por Atena, já que os tempos são de paz. Já Franco pensa o contrário, que os cavaleiros devem servir Atena. Isso tudo acontece em meio à multidão, até que Franco empurra Caspian, que responde com um soco no rosto de Franco. Trajados com suas armaduras, os cavaleiros trocam socos e chutes, caem entre barracas. Caspian atinge Franco fortemente e o cavaleiro voa para dentro de um pequeno restaurante, acertando uma coluna que sustenta uma parte do telhado, que cai. Ali estão um casal almoçando e, junto a eles, o filho de 2 anos.

Franco começa a remover os escombros que estão acima dele e, ao se levantar, percebe que o casal está sem vida. Caspian se aproxima, não só percebe isso, mas percebe também que a criança está viva, mas está ferida na cabeça. Franco começa a pedir ajuda e diz para as pessoas que se aproximam que chamem uma ambulância. Mas Caspian sai correndo e foge do santuário. Franco está em choque, pensa em suas ações e consequências e se arrepende. Nesse momento, uma sombra desce dos céus como um anjo. Seiya de Sagitário está ali e olha para toda aquela destruição e vê o garotinho desacordado e ferido. Seiya não pensa duas vezes e pega o menino em seus braços e voa para o hospital mais próximo. Ao deixar o garoto com os médicos, Seiya espera até o anoitecer por notícias do garoto. Para não chamar a atenção, fica no terraço. Até que Seiya é avisado de que o garoto está salvo, mas ficará uns dias em observação. Enquanto isso, todos do santuário já estão sabendo do ocorrido com os cavaleiros de prata, e cabe a Marin contar a Atena. Ao ficar sabendo, Atena a abraça e chora, pois o objetivo dos cavaleiros e de Atena é proteger os seres humanos e não fazer o mal a eles, não deixar um órfão no mundo.

No dia seguinte, Saory ordena que, depois de três dias, todos os cavaleiros deveriam ir ao santuário, pois ela faria um pronunciamento importante, e, após os três dias, todos os cavaleiros estão reunidos na grande arena, cavaleiros de bronze, prata e ouro, todos ali aguardando Atena. Ao entrar, todos ficam em genuflexão e Atena começa seu discurso:

— Cavaleiros e Amazonas, chamei todos aqui devido à tragédia que ocorreu alguns dias atrás. Como sabem, foram feitas duas vítimas fatais e um órfão.

Atena para de falar e começa a ficar emocionada e continua:

— Quando aquele garotinho sair do hospital, ele não terá mais o abraço de sua mãe, o conselho de seu pai, o amor de ambos, pois dois cavaleiros não quiseram vir até mim para dialogar, para achar uma solução para resolver as suas diferenças... É para isso que estamos aqui? Passamos por tantas dificuldades para isso? Vamos, respondam?

Nesse momento, o silêncio torna-se ensurdecedor, como se até os pássaros tivessem parado de cantar. Após uma breve pausa, Atena conclui:

— Um dos cavaleiros, Caspian de Centauro, não queria mais seguir as ordens do Santuário. Em épocas antigas, esse cavaleiro seria condenado à morte, mas isso não acontecerá mais. Caspian responderá por seu crime perante as autoridades fora do Santuário. Caso ele use a armadura de

Centauro novamente; iremos até ele para recuperá-la. Já Franco de Flecha permanecerá preso no Santuário para cumprir sua sentença.

Atena faz uma breve pausa antes de continuar:

— Hoje, porém, venho oferecer uma alternativa àqueles que não desejam mais seguir meus passos. A partir de agora, qualquer um que não quiser mais lutar como guerreiro de Atena pode nos deixar, sem sofrer represálias. Apenas a armadura deverá permanecer no Santuário.

Todos ali ficam surpresos, mas se mantêm em silêncio. Atena, agora com lágrimas nos olhos, permanece imóvel por alguns segundos antes de virar as costas e retornar ao grande salão. Os presentes, ainda sem palavras, começam a se dispersar aos poucos. Esse dia, historicamente, ficou conhecido como O Dia das Lágrimas da Despedida.

Dias depois, alguns cavaleiros e amazonas pedem para deixar o Santuário e Atena, como combinado, os libera. No total, são oito dispensas, mas o que mais a entristece é que uma delas é Shun de Andrômeda. Shun nunca gostou de lutar; fazia isso para proteger Atena e seus amigos e irmão, mas para ele sempre foi um peso, e, com o ocorrido nos últimos dias, morte de inocentes, um garotinho que quase morreu, tudo isso o encorajou a pedir a Atena sua dispensa. Junto de Shun, também June de Camaleão pediu dispensa. A despedida é triste; todos os seus amigos o abraçam e choram. Shun foi um grande guerreiro, fez proezas incríveis, mas tudo tem um fim e o Cavaleiro de Andrômeda deixa sua armadura no salão das armaduras e vai embora junto com June.

19 anos depois, nos tempos atuais...

Grekus está surpreso com o cosmo de Airi, pois não havia sentido nenhum resquício de poder nela, mas, ao contrário de Grekus, o pai de Airi estava furioso pelo poder emitido por ela. Nesse instante, um grande cosmo surge do lado de fora da casa de Virgem. A energia é poderosa e agressiva. O pai de Airi também sente o cosmo e isso o deixa ainda mais enfurecido, e ele grita:

— Airi, pare com isso, não vou deixar você seguir esse caminho!

Nesse instante, o grande cosmo que está do lado de fora penetra entre as barreiras de energia que estão em volta da casa de Virgem. Dentro da casa, a energia de fogo começa a se concentrar, e outra luz dourada brilha ao lado da garotinha. Nessa luz surge a Armadura de Virgem, mas o pai de Airi não dá atenção e continua falando:

— Airi, vamos embora, você não pode ser uma amazona!

Grekus não está mais prestando atenção no pai de Airi, pois o cosmo de fogo está no ápice e uma voz ecoa de dentro das chamas:

— Está errado, meu irmão.

O pai de Airi responde gritando:

— Você não tem o direito de se meter nesse assunto!

Eis que, do meio das chamas, surge um cavaleiro que caminha em direção a eles. Sua armadura parece estar com a temperatura elevada, pois o ar em volta se dissipa. Grekus sente o cosmo poderoso e pensa:

— Que cosmo é esse? Ele não parece ser um cavaleiro de prata e nem de bronze...

O Cavaleiro das Chamas responde:

— Tem razão, Shun, mas você sabe que Airi é a escolhida da armadura de Virgem.

Shun responde gritando:

— Não, Ikki, ela não vai seguir esse caminho de dor e tristeza.

Ao ouvir os nomes, Grekus começa a lembrar dos livros que escreveu, das histórias contadas por cada cavaleiro, e entende que aqueles à sua frente, ambos são os lendários cavaleiros de Atena, Ikki de Fênix e Shun de Andrômeda, e Airi é filha de Shun...

Ikki explica:

— Um dia, Shaka fez um pedido a mim. Shun, mesmo não estando aqui em corpo presente, pediu por meio do cosmo para guiar Airi até aqui, até o Santuário. Sei que não tenho direito de dar conselhos a você, Shun, mas será impossível você não permitir o destino de Airi.

Shun responde:

— Você desapareceu e agora quer tirar a minha filha de mim e June. Levamos anos para construir uma família. Agora ninguém vai tirá-la de nós... nem você, nem Shaka, nem ninguém!

Shun eleva seu cosmo, e novamente correntes de ar, pequenos tornados começam a se espalhar pela casa de Virgem. Fortes ventos envolvem Ikki e Grekus. Shun diz:

— Não se movam, pois não irei hesitar em atacá-los.

Shun começa a ir em direção a Iria e Ikki fala:

— Então terá que me matar, Shun.

Ao ouvir isso, Shun sente uma tristeza em seu coração, pois não quer atacar seu irmão, mas pela sua filha ele não pode hesitar, já que sabe que Ikki não hesitaria também. Ikki começa a elevar seu cosmo, e Shun de Andrômeda também. Todo o local começa a tremer, aliás, todo o Santuário, pois a elevação de cosmo é gigantesca. Todos que estão em volta, tanto dentro quanto fora da casa de virgem, estão surpresos com tanto poder. June, a esposa de Shun, também está do lado de fora, sem saber o que fazer. Em meio de tudo isso, Grekus está ali, entre esses dois cosmos gigantescos que estão prestes a se chocar, porém a voz de Airi fala por meio de seu cosmo e diz:

— Feche os olhos, Grekus, e não os abra...

Grekus segue as ordens da Airi, e a garotinha eleva seu cosmo, fazendo com que Ikki e Shun olhem para ela. A pequena garota abre os olhos e diz:

— Tesouro do Céu!

Nesse momento, todo o ambiente muda; imagens e luzes se espalham por toda a sala. Shun e Ikki ficam imobilizados, com braços e pernas contorcidos. Do cosmo de Airi surge uma voz que começa a dizer:

— Vocês, que deveriam inspirar esperança, agora semeiam medo? Esse é o legado que desejam deixar? O cosmo que vocês elevam, destinado a defender os fracos e combater o mal, é agora desperdiçado em uma disputa carregada de emoções humanas: orgulho, raiva, medo. Antes de seguirem nesse caminho de destruição, olhem para dentro de si mesmos e questionem: estão prontos para destruir tudo o que são por causa de suas feridas internas? Ou ainda há tempo para lembrar o que significa ser um Cavaleiro de Atena?

É difícil dizer quem está falando: será Shaka ou Asmita, antigos cavaleiros de Virgem? Isso não faz diferença, pois as palavras ditas desarmam os irmãos. A voz que ecoa completa:

— As respostas para essas questões, vocês podem direcionar diretamente à Atena!

Nesse momento, um cosmo supremo se manifesta, anulando todos os cosmos presentes na sala. A barreira que envolve a Casa de Virgem se dissipa, e o ambiente retorna à sua normalidade. Shun e Ikki caem de joelhos no chão, exaustos. Grekus abre os olhos lentamente e, ao olhar para a entrada da Casa de Virgem, vê Atena se aproximando. Ela caminha acompanhada por sua cuidadora Raly, Shiryu, Marin, Kiki e June, ex-amazona de Camaleão e mãe de Airi. June passa na frente de todos e abraça Airi. Shun e Ikki se levantam e Atena, ao se aproximar, normaliza seu cosmo e diz:

— Shun, quanto tempo!

Saori o abraça como uma amiga que não vê seu amigo há anos. Saori olha para Ikki, e ele faz um sinal de positivo com a cabeça. Shun, de cabeça baixa e triste, diz:

— Não pode ser, Airi se tornar uma amazona...

Saori responde:

— Shun, da mesma forma que fiz com vocês, posso também liberar Airi para não ser uma Amazona de Ouro, porém, se no futuro ela retornar, não a direi não... O que posso oferecer é isso ou guiá-la, com ajuda de todos nesta sala, para que ela trilhe o caminho do bem.

June diz:

— Shun, você sabe que a mim também não agrada Airi ser uma Amazona. Sei toda dor e perigo que ela pode passar, mas, por ironia do destino, ela foi escolhida para ser uma guerreira de Ouro, e isso foge da nossa alçada. O que podemos fazer, Shun, é ficarmos ao lado dela, protegendo-a e orientando-a.

Shun reflete e vê que não tem outra alternativa, mas faz um questionamento para Saori:

— O que podemos falar para todos aqueles que sofreram com nossas escolhas? Com nossos erros? Quantos ficaram sem seus entes queridos? Quantos órfãos surgiram? Eu não quero isso para Airi...

Saori responde:

— Nós erramos, Shun, mas tentamos acertar, tentamos salvar e proteger todos da Terra. É isso que nos faz humanos, é isso que nos faz diferentes dos antigos deuses. Airi será uma grande Amazona de Ouro, pois tem pais maravilhosos, cheios de amor e justiça.

Saori se emociona, as lágrimas começam a escorrer pelo seu rosto e ela completa:

— Uma vez, Shun e June, chorei muito e fiz esses questionamentos também, e, ao passar dos tempos, Deus me respondeu, e essa resposta veio por meio do órfão daquele fatídico dia, órfão que hoje está atrás de vocês trajando a armadura de Capricórnio.

June e Shun olham com espanto para Grekus, e, meio sem graça, ele diz:

— Bem, o garoto que ficou órfão por causa dos cavaleiros Caspian de Centauro e Franco de Flecha sou eu, mas meu pai adotivo me ensinou que eu deveria perdoá-los, pois isso faria bem à minha alma, e assim fiz. Além do mais, estou vivo devido ao cavaleiro; se não fosse o mestre Seiya, não estaria aqui hoje.

Todos ficam emocionados e Saori olha para Grekus e sorri. Porém, utilizar seu cosmo para derrubar a grande barreira fez Saori se esforçar muito, e ela, enfraquecida, desmaia.

Já se passaram 3 dias, e Saori continua desacordada; até mesmo Tatsumi veio ao Santuário com um médico para examiná-la, mas isso vai muito além da ciência. Kiki agora, junto com Airi, usa seus poderes telepáticos para tentar encontrar algo no santuário. Kiki aproveita e até mesmo ensina alguns truques, mas não encontram nada que possa ajudar. Seiya, Shina e Hyoga continuam atrás de pistas e informações, qualquer coisa que ajude nessa situação, mas também não conseguem nada. Até mesmo Shun e June, ao verem como está Saori, escolhem ficar para ajudar, não porque é Atena, mas porque Saori é uma grande amiga.

Após uma longa conversa, Ikki promete a Shun que vai aparecer mais vezes; porém, o Cavaleiro de Fênix, vendo o estado de Saori, também sai em busca de pistas, já que ele acha perda de tempo ficar parado no Santuário.

Shiryu, apreensivo, entra na biblioteca do Santuário, levando vários livros que já leu, para tentar achar algum fato que possa levar a uma cura a Saori. O acompanhando está Grekus, e Shiryu, sem parar, fala:

— Não acho que uma ametista seja uma grande prova; enviamos um cavaleiro a Asgard.

Grekus responde:

— Falei com Fredick e a mãe dele, eles nunca viram essa pedra. Há muito tempo atrás, você lutou com um cavaleiro que manipulava ametistas e era de Asgard.

Shiryu começa a guardar os livros e já tem uma outra lista para pegar e diz:

— Sim, Alberich, e ele está morto, morreu na batalha de Asgard.

Grekus:

— Eu sei, e o mestre também lutou com um Alberich no passado, mas e se ele tiver algum descendente? Alguém que foi atrás das armaduras e pode estar envolvido em tudo que está acontecendo?

Shiryu para de pegar os livros, olha para Grekus e diz:

— Grekus, isso não faz sentido.

Grekus:

— Não faz sentido? Não faz sentido ficarmos aqui; Atena está em risco e o senhor sabe disso.

Shiryu engole a seco e Grekus continua:

— Pai, eu nunca usei a minha posição de filho para conseguir alguma coisa, mas dessa vez peço por dois dias para ir a Asgard. Shun e June estão no Santuário; agora temos Airi, Fedrick e Keiko já treinando. Ninguém seria maluco o suficiente para invadir o Santuário. Por favor, apenas dois dias...

Shiryu fica pensativo e, depois de alguns segundos, responde:

— Ok, você tem dois dias.

Grekus fica feliz, mas Shiryu completa:

— Você tem que voltar em dois. Se passar disso, a cada dia que ficar fora do santuário, ficará uma semana na prisão.

Grekus:

— Prisão?

Shiryu:

— Sim, prisão, já que você não quer vantagem, então terá desvantagem. Vou pedir para Kiki avisar Lyfia, representante de Odin, para receber sua visita.

Grekus responde:

— Se esse é o preço, então pagarei.

Shiryu diz:

— Agora vá, você tem dois dias.

Grekus agradece:

— Obrigado, mestre.

Antes de ir, Grekus vai até seu aposento pegar a ametista. Ele começa a procurar em todos os lugares, e na porta surge Keiko e pergunta:

— O que está procurando?

Grekus, sem parar, responde:

— Oi, estou procurando aquela ametista... Achei!

Grekus pega a ametista, se aproxima de Keiko e coloca em sua mão a joia. Com as duas mãos, ele segura a mão de Keiko e diz:

— Vou a Asgard para investigar sobre essa jóia. Graças a você, temos a chance de achar respostas sobre as armaduras e, quem sabe... sobre o que está acontecendo com Atena.

Keiko fala:

— Algo me diz que vai dar certo.

Keiko coloca a mão direita no rosto de Grekus, os dois se olham, os rostos começam a se aproximar e, nesse instante, uma voz do lado de fora grita:

— Grekus, cadê você?

Os dois se assustam e se afastam, e Kii aparece e pergunta:

— O que vocês estão fazendo aqui?

Grekus responde:

— Estamos procurando minha ametista e...

Keiko interrompe Grekus e fala:

— Achei-a!

Grekus pega a pedra e fala:

— Que bom... isso... é... o que... estamos procurando...

Keiko:

— É... isso... achamos... legal...

Kiki fica confuso e diz:

— Nossa, como vocês estão estranhos, eu hein!? Mas vamos ao que interessa: já enviei mensagem para Asgard e eles estão te esperando, Grekus, conforme o Mestre pediu. Agora tenho que mandá-lo para Asgard.

Todos saem para fora e Kiki conjura um portal; neve começa a sair do portal e Grekus olha para Keiko e depois para Kiki, e diz:

— Espero que eu volte em dois dias...

Keiko e Kiki observam Grekus entrar no portal. Ao passar por inteiro, Kiki diz:

— Boa sorte!

Keiko também fala:

— Que Atena guie seu caminho.

Quando Keiko termina de falar, o portal de energia se fecha e Grekus está em Asgard.

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