Capítulo 4: Star Wars - Faces da Sombra
No Planeta Pinac...
Androides de olhos azuis vasculham estabelecimentos, vários seres estão sendo revistados, ao todo três naves de transportes estão no local, por volta de cem Androides estão na região, todos comandados pela Tenente Varenne, com a missão de encontrar Liora, pois a Jedi está desaparecida depois do envio do sinal. A Tenente pergunta ao um mercador que está na mira de quatro Androides e junto a ela também está o Sargento Rolph :
O mercador em questão é Manipo, que responde assustado, pois a muitos anos nenhum oficial da república aparece ali:
- Sim..., sim..., mas, eu não sei de nada..., não sei o que eles iriam fazer...
A palavra eles chama a atenção de Varenne que continua a perguntar:
- Eles? Quem estava com ela?
Manipo rapidamente fala:
- Era um estranho, com a cara metade humano e metade robô, ele dominou meus seguranças..., apenas com o olhar, os deixou imoveis...
Rolph olha para a Tenente com expressão de certeza e comenta
- Estão juntos mesmo...
A Tenente ignora e sai do estabelecimento, o Sargento a segue logo em seguida, porém ao sair, percebe no céu que cinco naves se aproximam, uma delas lembra muito uma nave imperial, é o modelo Wings W, nave que normalmente são usadas por oficiais de alta patente, Varenna balança a cabeça negativamente. Ao pousar, ela se aproxima e o aguarda, ao descer das rampas é possível ver Androides se aproximando e ao meio os acompanhando o General Bernthal, o General é um oficial respeitado que apenas surge em momento delicados, conhecido pela sua rapidez, muitos dizem que se existe um Sith, o General pode ser um. Ao chegar próximo, Varenne e Rolph batem continência, o General faz o mesmo e dá a ordem:
- Descansar!
Ele vira as costas e faz um gesto com a cabeça, para que Varenne o siga, no caminho o General coloca a duas mão nas costas na altura de cintura e explica:
- A situação é crítica Tenente, a morte da Senadora agravou ainda mais as relações do planeta Castilon e Meracon, pois vazaram informações que Meracon atacou o litoral de Castilon. Um lado diz que não foi, o outro fala que é invenção, e dificilmente uma guerra entre esses dois planetas será impedida. Agora estão dizendo que irá ocorrer uma divisão, alguns de um lado e outros do outro...
Bernthal e a Tenente param, o General olha para ela e continua:
- Precisamos da sua Soldada, para ela explicar o que aconteceu com a Senadora Saelune: Se alguém a contratou, se ficou maluca, ou qualquer outra coisa. Podemos abrir uma investigação e toda essa guerra não irá acontecer. Você entendeu Tenente?
Varenne responde:
- Sim senhor, logo a acharemos...
Porém o General a interrompe e contínua:
- E caso seja um Sith que esteja com ela... ou caso ela própria seja um Sith...
Bernthal fala com um pequeno sorriso:
- Melhor ainda. Sabemos que ao executarmos um sinal Sith, todas as operações de guerra são interrompidas. Isso seria a melhor das situações.
Varenne acha esquisito o que acaba de ouvir e pergunta?
- Um Sith? Senhor...
O General fecha sua expressão facial e a interrompe novamente:
- Sabe, tenente, neste momento precisamos de um vilão. De uma grande ameaça para unir... para entreter. Então faça seu trabalho, antes que eu chame outro para fazer.
Bernthal dá de ombros e segue em direção à sua nave, sem sequer esperar a resposta de Varenne, que o observa com semblante de preocupação.
Três x-wing 800 voam e reduzem a velocidade, até parar, e algo interessante acontece, surge uma espécie de abertura que aos poucos se abre de baixo para cima, as naves entram e a abertura se fecha permanecendo apenas a escuridão plena do espaço.
Da escuridão plena, Liora começa a abrir os olhos, se sente zonza, olha em volta, percebe que está de joelhos e com os braços presos em um equipamento, também percebe que está dentro de uma cela com grades de energia, ela escuta uma voz perguntando algo, mas Liora está muito confusa, e só sussurra:
- Jedi... Jedi...
A fraqueza toma conta de seu corpo, e ela perde a consciência. Na cela à frente, um pequeno ser preso, a observa. É um Ewok de baixa estatura, com uma pelagem branca que ao redor do rosto lembra uma barba, também utiliza um tapa-olho na visão esquerda, olho que perdeu em uma briga de bar. O pequeno Ewok se chama Woktu, ele se aproxima da grade, se posiciona ao lado direto e chama na linguagem dos Ewok:
- Ei! Ei! Acorda seu monte de pelo...
Alguém dorme em uma cama na cela ao lado de Liora, não é possível vê-lá, já que os lados das celas são separados por paredes de estruturas de metal, o Ewok insiste:
- Acorde seu preguiçoso!
Vagarosamente alguém se levanta, um ser de 2,2m de altura surge da cela escura, ele é um Wookie de pelagem marrom e preta, com grande porte muscular, seu antebraço é robótico, perdido em um acidente, quando em certo dia estava fazendo manutenção em sua nave, seu nome é Gralwook. O Wookie responde em sua língua:
Woktu se mostra irritado responde:
- O que você disse seu idiota?
Porém ele se controla e fala:
- Esquece... tive uma ideia: me passa o Garra!
Gralwook se irrita com o pedido:
- Não! A última vez você danificou uma das garras...
A resposta de Woktu é imediata:
- Ele que cortou o fio errado, havia falado: vermelho, vermelho. Mas não, cortou o azul.
o Wookie irritado volta para cama e deita de costas para as grades, Woktu fala irritado:
- Ouça, tenho uma ideia para sairmos daqui, mas preciso do Garra!
Por alguns segundos o silêncio fica no ar, o pequeno Ewok completa:
- O que acha que vai acontecer com todos que estão aqui? Eles não são da Nova República. Vamos virar escravos ou coisa pior.
Woktu senta no chão resmungando:
- Estamos ferrados... não deveria ter tentado roubar aquela nave da Nova República...
O grande Gralwook se levanta da cama, aciona um dispositivo e solda uma esfera de metal que com a outra mão o Wookie pega, ele se aproxima da grade e joga a espera para a cela de Ewok. O objeto bate em suas costas e ao se virar o pega, aproxima a esfera do seu olho e dá dois toques com o dedo indicador, uma espécie de luz circular azul surge, parecendo um olho, também surgem quatro garras usadas como espécie de patas. Woktu fala apontando para um botão que está no equipamento que prene Liora:
O pequeno robô olha em direção de Liora, salta da mão de Woktu e corre em direção dela passando entre as grades, escala o equipamento que Liora está presa, aberta o botão, no entanto aperta o botão azul, o braço direito de Liora se solta e a Jedi fica pendurada pelo braço esquerdo, ao ver isso, Ewok coloca as mão na cabeça com irritação e fala tentando não gritar:
- Seu robô idiota, é o botão verde e não o azul... o verde para de enviar sedação a ela... aperte o verde...
O robô desta vez aperta o botão verde e o pequeno Ewok pergunta a Gralwook com raiva:
- Você viu o que fez o seu robô?
No entanto, antes de Gralwook responder, ele vê dois andróides se aproximando, faz um gesto para Woktu e ambos deitam em suas camas. Os androides param em frente da cela do Ewok e observam, Woktu fica de costas e imovel, os androides não identificam nada de estranho, depois do falatório chamar a atenção, agora se viram e observam a cela de Liora, e percebem que ela está solta e que a algo de diferente.
A cela é aberta e os andróides entram, nesse momento o pequeno robô desce e vai para o canto da cela, um dos androides percebe e o cerca, Gralwook houve o barulho e levanta preocupado falando:
- Não destruam meu robô!
Woktu também se levanta, porém não sabe muito bem o que fazer quando vê o pequeno robô ir para o outro lado da cela e ser cercado pelo outro andróide, ele aponta sua plaster para atirar, o Ewok vendo isso grita:
- Não!
O andróide não dá ouvidos e tenta pressionar o gatilho, porém não consegue. Algo impede que seu dedo robótico se mova, que treme devido a força que faz. Em seguida, levanta o blaster lentamente e aponta para o outro andróide e atira, atingindo-o na cabeça. Logo depois, o andróide aponta para a própria cabeça e dispara, autodestruindo-se.
Woktu observa tudo isso espantado, no entanto feliz, pois seu plano está dando certo, Liora está com a mão aberta apontada para o andróide destruído. Depois de tudo que passou com Kairon, a Jedi evoluiu sua força e habilidades depois dos acontecimentos na caverna em Numec.
A Jedi percebe seu braço esquerdo preso, estende a mão direita aberta para o equipamento, e ao fechá-la, o equipamento se parte, permitindo que finalmente se liberte. Liora lentamente fica em pé e o pequeno robô corre da cela e vai para a cela ao lado, Gralwook pega o pequeno que se transforma em esfera, o Wookie o guarda em um compartimento de seu braço robótico que se fecha. A Jedi se levanta um pouco zonza e percebe a entrada da cela aberta, se aproxima coloca a cabeça para fora e olha para o corredor, nesse momento uma voz a chama:
- Ei! Ei garota!
Liora olha para os lados procurando, demora um pouco até perceber que na cela da frente a um pequeno Ewok, a Jedi se aproxima olhando admirada e comenta:
- Que fofo, um Ewok!
Woktu não acredita no que acabou de ouvir, porém ignora fazendo uma careta e faz um gesto apontando para um equipamento no final do corredor, a Jade olha e vê o painel com vários botões giratórios e entende o Ewok, ela anda até o local, no percurso percebe que todas as celas têm prisioneiros, no painel gira a chave que tem o mesmo símbolo da cela do Ewok e as grades somem, ele sai da cela e olha para a câmeras, mas percebe que curiosamente elas estão desligadas, sem perder tempo ele faz um gesto para Liora, querendo dizer que ela tem que girar a próxima chave e assim ela faz. A cela de Gralwook se abre, e ao sair fala para Ewok:
- Você viu? Meu robô é incrível!
Ewok responde com tom de ironia:
- Robô? A minha ideia deu certo...
Enquanto falam, Liora se aproxima e fala:
- Que fofo, um Wookie!
Ewok e Gralwook olham para a Jedi e o Ewok comenta para seu amigo:
- Ela é uma maluca...
O Wookie também comenta sorrindo:
- Haha, muito maluca.
- Não sou maluca.
Os dois param de rir, e espantado Woktu pergunta?
- Você... nos entende?
A Jedi sorrindo explica:
- Adoro estudar línguas antigas como: Ewokês e Shyriiwook. Então, cuidado com que falam.
Woktu comentar:
- Ok, ok... agora temos que sair daqui e procurar minha nave, com a Jade vai ser mais fácil... agora vamos...
Gralwook com dúvidas pergunta:
- Como os andróides não apareceram ainda? Com câmeras em todos os lugares.
Liora olha espantada para as câmeras, porém Woktu comenta:
- Acho que vocês não perceberam, mas por algum motivo as câmeras estão desligadas...
A Jeda e o Wookie também percebem após o comentário de Woktu, porém Liora comenta:
- E ajudo vocês a chegarem na nave, mas antes, preciso encontrar dois amigos.
Woktu responde:
- Não vamos ter tempo!
Liora retruca:
- Não tem tempo? Graças a mim vocês estão soltos.
Gralwook acha que a Jedi tem razão:
- Concordo, achamos a nossa nave e você procura seu amigo, depois todos fugimos daqui.
Liora fica desconfiada:
- Não sinto muita confiança em vocês.
Porém, a Jedi não têm muita escolha e completa:
- Mas, não tenho muita escolha...
O pequeno Ewok fala para Gralwook:
- Você sempre nos colocando em enrascadas.
Gralwook responde furioso:
- Eu? Estamos aqui por causa de você!
Ewok e Wookie começam a discutir, apos alguns segundos a Jedi perdi a paciência e grita:
- Chega! Vamos sair daqui agora.
A Jedi olha para os lados procurando uma saída, porém nesse momento senti a presença de Kairon um pouco enfraquecida e distante, isso a deixa aflita ai, até que observa a entrada de ar que está no teto, ao olhar comenta:
- Já sei por onde vamos fugir.
Ao mesmo tempo, porém alguns minutos antes...
Cassian está em outro setor de celas, seu ferimento foi tratado e não dói mais. Ao recobrar a consciência, percebe dois andróides o observando de fora da cela, o Jadi se recorda que foi atingido na cabeça, olha para seu antebraço onde havia uma mão. Cassian não é um Jedi comum, comparado com os Jedi da época atual, o mestre Rhyos de forma oculta ensinou técnicas proibidas para Cassian, técnicas que os grandes sábios proibiram. O Jedi se levanta e estranha que a visão dos androides estão na cor vermelha, ele se lembra também que foi atingido na cabeça por desconhecido, após os pensamentos, olha para as grades e em seguida aponta a mão esquerda para os androides e os destrói, logo em seguida aponta também para grades e faz o mesmo, antes de sair, olha vagarosamente para as câmeras, e percebe que estão desativadas, isso lhe causa estranheza, mas não a tempo para pensar e hipóteses, ao sair da cela percebe uma entrada de ar no teto, e vê ali sua chance de fugir.
No centro de segurança, onde são monitoradas as câmeras, as celas e os andróides, os operadores conversam entre si:
- As câmeras da A-1 estão falhando de novo, igual à semana passada.
O outro operador responde:
- Sim, e na B-1 também. Dois andróides estão sem sinal. Será que avisamos alguém para verificar?
O primeiro operador retruca:
- Não. Lembra da semana passada? Chamamos a equipe e não era nada. Vamos esperar, que logo o sinal volta.
Alguns dias antes, as câmeras e alguns andróides já haviam apresentado problemas. Por isso, os operadores são resistentes em levar os alertas a sério.
Enquanto isso, Cassian e Liora avançam pelas tubulações, porém, cada um por um caminho diferente. O Jedi avança ocultando sua força, durante o trajeto olha pelos vãos das grades tentando identificar onde está, porém algo o chama a atenção, uma presença parece semelhante, Cassian para e observa do alto, e percebe o que parece ser seis sentinelas em guarda, três de um lado e três do outro e ao centro alguém com capa e capuz próximo de um altar, e nele a uma espécie de cristal azul em uma base. O Jedi observa, e de repente do fundo da sala onde existe uma estrutura grande e circular, o grande objeto brilha, solta energias de cores azuis e brancas, as energias se unem ficando semelhante a água, mas na vertical. A energia se acalma, e dela sai um ser também de capuz e capa, porém Cassian sente uma energia sombria que nunca havia sentido. O ser caminha e se aproxima do anfitrião que o espera, ambos fazem uma reverência com a cabeça e abaixam seus capuzes. Agora Cassian consegue ver, aquele que saiu da luz circular, tem olhos amarelos, a pele do rosto é verde escura e tem dois chifres para trás, quase encostados na cabeça. Porém não é só isso que surpreende Cassian, mas sim quando ambos se viram e começam a caminhar em direção a uma grande porta para saírem do local, o Jadi olha incrédulo, pois aquele outro indivíduo é o Sábio Jadi Vaelin.
No mesmo momento, em outro setor: Liora, Woktu e Gralwook já andam por alguns minutos pelos tubos de ventilação, e depois de observarem em várias grades, finalmente encontram o hangar onde ficam várias naves confiscadas. O pequeno Wookie avista a nave e comenta:
- Ali está!
A Jedi também comenta:
- Bom, mas devemos tomar cuidado, para não sermos vistos.
Agora Wookie observa, porém Woktu o tira da grade e começa a observar procurando câmeras, ao encontrar, percebe que todas estão desligadas, o pequeno Ewok continua achando isso estranho, e pensa:
- Novamente as câmeras estão desativadas, provavelmente também os androides...
Liora interrompe seu pensamento com uma pergunta:
- O que foi?
Mas ele balança a cabeça de forma pensativa e destrava a grade pula para o hangar, a Jedi e o Wookie tomam um susto, porém Ewok gesticula, para eles o seguirem. Eles se olham e sem muita escolha também pulam, o pequeno Ewo corre e os dois o seguem, a teoria de Woktu estava certa, ao correr avista um androide, porém desativado. Ao chegar na nave aciona a rampa, ela desce e todos entram, Woktu e Gralwook começam ligar os equipamentos e Ewok comenta:
- Vamos logo, vou derrubar aquele portão do hangar e darmos um fora!
Porém, ao ouvir isso, Liora comenta:
- Mas vocês não podem ir ainda...
Os dois não param de acionar o equipamento, mas Gralwook pergunta:
A Jedi seguindo o Wookie explica:
- Meu amigo está aqui, nessa base ou nave.. sei lá oque é isso...
O Wookie entra pela metade debaixo de uma espécie de motor, e fala:
- Negativo, precisamos ir antes que os androides cheguem.
Porém, Liora ignora e anda em direção da rampa, os dois viajantes param e Woktu comenta:
- Você não pode ir! Não vamos te esperar!
A Jedi para em frente a rampa, olha de ombro para Woktu e Gralwook e diz:
- Eu confio em vocês!
Liora desce a rampa correndo, Woktu fala para seu amigo Wookie:
- Eu não vou esperar ela...
A Jedi se abaixa e se concentra procurando sentir a presença de Kairon, percebe algumas presenças, algumas sombrias, porém, quer encontrar seu amigo, até que o sente. A força de Kairon está enfraquecida, e isso a faz correr mais, Liora salta e escala a parede para voltar na entrada de ar onde saiu.
Em outro setor no tubo de ventilação, Cassian observa o único sentinela que permaneceu no setor, porém ver o Sábio com um possível Sith, o deixou com dúvidas, devido a isso o Jedi tem uma ideia. Com o poder da força Cassian vira as câmeras vagarosamente, após isso desce pelas tubulações e se aproxima de uma grade, a destrava em silêncio. O sentinela está de guarda, utiliza uma vestimenta amarela, capa, segura uma lança na mão direita e utiliza uma espécie de elmo fechado.
O sentinela escuta um som, como se fosse algo batendo, aparentemente está próximo de uma saída de ar fechada com grade, porem a grade cai sozinha e ao ver isso o sentinela se aproxima para verificar, coloca a cabeça para inspecionar, no entanto não espera ver alguém lá dentro, e o indivíduo faz o movimento com a mão, o sentinela perde o sentido. Cassian aprendeu essa técnica proibida com seu mestre, após utilizá-lá, veste o traje do sentinela, tira amarras de sua roupa e prende o indivíduo, amarrando pernas e braços, após terminar fecha a grade. Agora o Jedi está disfarçado e esconder o braço na capa para não mostrar sua amputação, anda até a porta que se abre para cima, é possível ver um grande corredor com várias portas, o Jedi anda e começa a sentir a força obscura vindo de trás de uma porta no final do corredor do lado direito, ao se aproximar aciona o botão e a porta se abre. O local é um grande salão com uma grande mesa retangular no centro, porém ao entrar, os sentinelas estão espalhados pela sala, o Sabios e o indivíduo sombrio estão sentados cada um em uma ponta da mesa, todos olham para Cassian, ele disfarça, anda para a direita da porta e imita os outros sentinelas, ficando como estátuas, todos voltam a normalidade e o Jedi respira fundo depois do susto. O líder dos sentinelas acha estranho, mas não fala nada devido a importância do encontro, ambos na mesa continuam conversando. O Sábio continua:
- Como havia falado, o plano teve que ser mudado devido a aparição do experimento sete.
O indivíduo misterioso faz uma cara de duvida e questiona:
- Experimento sete? Como assim?
O Sábio Jedi explica:
- Foi um experimento que fugiu anos atrás, havíamos pensado que tinha morrido, mas por coincidência ele apareceu justo agora. Mas não se preocupe, vamos usá-lo para dar continuidade ao objetivo principal.
O Sábio pega a taça e bebe um pouco de sua bebida e prossegue:
O indivíduo se levanta, coloca as duas mãos nas costas e andando comenta:
- Esse Jedi capturado é um grande problema, o que vocês iram fazer com ele?
O Sábio sorrindo responde:
- Ele será uma vítima do suposto Sith...
Ao ouvir, Cassian não acredita e reflete em pensamento:
- Então, aquele que Liora estava... não era um Sith...
O Jedi continua a houvir, e o Sábio continua:
- Ele e a Jedi serão mortos, o experimento também, depois espalharemos que o Sith agiu a mando de Meracon. Com isso, a guerra ganhará maiores dimensões mestre Noctyra.
Noctyra sorri e responde:
- Que bom, temos que fazer de tudo para ampliar essa guerra, só assim nosso planeta triunfará, nosso lar Sith será o reino que comandará todo o universo.
Cassian fica espantado, aquele que fala realmente é um Sith, e não só isso, existe um Planeta Sith. Todas essas informações desestabilizam o Jedi e sua energia fica exposta por alguns segundos, devido a isso Sábio e o Mestre Sith sentem uma presença, Noctyr olha vagarosamente de ombro em direção de Cassian, o Jedi faz sua energia ficar oculta, mas o ele fala:
- A algo de interessante nesse salão...
Porém, algo inesperado acontece e o interrompe. A porta do grande salão se abre e nele surge um indivíduo pulando com os pés amarrados, e mãos amarrados nas costas, todos olham sem entender, Cassian vendo que as coisas estão se complicando, aponta com a lança para o sentinela que está do outro lado da sala e grita:
- Aquele é o impostor!
Os sentinelas ao ouvir, agem pelo impulso e correm em direção do apontado, até mesmo o Sábio e o Sith também olham. Os sentinelas o rende, porém Noctyra olha para a porta e vê um sentinela correndo e o indivíduo amarrado caído no chão. O Mestre Sith grita:
- Lá está o impostor idiotas!
Ao mesmo tempo em outro setor...
Kairon está preso em uma maca e está conectado a um equipamento que o deixa sedado, até mesmo a energia que sai de seu olho biônico está fraca e a o cristal que está na costas de sua mão pisca. O local é um laboratório e nele se encontram quatro cientistas. Dois cientistas conversam e não percebem que Kairon recobre um pouco a consciência, porém não tem forças para se soltar, mas escuta a conversa. O cientista sentado pergunta ao que está em pé:
- O que é esse negócio estranho?
O cientista em pé explica:
- Esse é um experimento muito antigo, o experimento sete. A maioria dos experimentos não aguentavam e morriam...
O outro cientista curioso pergunta:
- Morriam ?
Seu colega explica:
- Não aguentavam o poder do grande mestre. Esse é um receptáculo do grande mestre, quando havia experimentos, as cobaias não aguentavam e morriam. Apenas dois resistiram, porém partes do corpo praticamente foram desintegradas devido a energia. Por isso ele tem essas partes robóticas, é um tipo de metal específico para aguentar a energia.
Kairon balança a cabeça vagarosamente para os lados depois de escutar as conversas, isso o abala, porém não tem forças para tomar alguma medida. Nesse instante a energia do local acaba, as luzes de emergência são acionadas e os cientistas olham para os lados percebendo o acontecido. O cientista que está de pé, anda até a porta, pois gostaria de entender o ocorrido, mas quando se aproxima a grade do teto se desprende e um indivíduo desce com ela em mãos, ao cair no chão acerta o cientista que cai desacordado, os outros se assustam e se levantam, porém o indivíduo corre e acerta o segundo, corre novamente e acerta o terceiro em cheio, o quarto cientista corre até a porta, porém a pessoa misteriosa lança a grade na cabeça do dele, que cai inconsciente. O indivíduo se aproxima e senta ao lado de Kairon, ele abre o olho e mesmo embaçado percebe que é Liora.
A Jedi coloca a mão no rosto de Kairon e fala:
- Kairon, Kairon... vim te buscar...
Porém Kairon está sonolento e Liora vê o equipamento que o mantém nesse estado, a Jedi se levanta, estende a mão para o equipamento e o destrui. A sonolência de Kairon diminui, e energia que sai de seu olho biônico aumenta um pouco, Liora senta novamente de seu lado, olha também para os lados preocupada, e pede:
- Kairon, por favor, tenta se levantar, temos que fugir daqui.
No entanto, Kairon fala para a Jedi:
- Vai embora, Liora, se salve...
Liora fica surpresa com o que Kairon falou e questiona:
- O que você tá falando? Vamos...
A Jedi tenta levantá-lo, porém Kairon não se esforça e pergunta novamente:
- O que houve Kairon?
Kairon coloca o cotovelo na maca e se levanta um pouco ficando sobre ele, ele olha para Liora e explica:
- Eu escutei eles. Falaram que eu sou um experimento, um experimento que deu errado Liora... eles me criaram...
Kairon deita novamente e completa:
- Vá embora... ainda dá tempo...
A Jedi fica surpresa ao ouvir, mas precisa tirar Kairon dali:
- Se isso for verdade, não importa Kairon, o que importa é o que você faz é isso que te define. Você me salvou e me mostrou coisas sobre a força que nunca havia visto.
Liora olha para seus dois colares no pescoço, tira um deles e coloca no pescoço de Kairon pela cabeça, ele pega o pingente e se lembra da história do pai de Liora, e fala:
- Não, não posso...
Liora o interrompe falando:
- Agora estamos conectados, sempre que tivemos medo ou tristeza, seguramos o pingente e vamos sentir que estamos juntos.
Liora pega a mão direita de Kairon e a segura com as duas mãos, olhando para ele pedi novamente:
- Vamos embora Kairon, por favor...
Em outro setor, especificamente na área onde Liora estava presa, um dos responsáveis pelo monitoramento das câmeras entra no setor para entender o que acontece, pois nem câmeras e androides estão funcionando. No entanto, ao entrar fica espantado, pois percebe que o pior aconteceu, vê que a Jedi escapou da cela e ainda há mais duas celas vazias. Imediatamente aciona a segurança, que aciona Krylos.
Minutos depois Liora e Kairon estão no corredor andando apressadamente, Kairon está como braço direito sobre o ombro da Jedi, pois ainda está sonolento, no entanto as câmeras começam a se ativar e o alarme soa, ao passar perto de uma porta, ela se abre quatro andróides aparecem, Liora estende a mão na direção dos androides e todos são praticamente espremidos devido ao seu poder. Liora se esforça para andar rapidamente, porém Kairon para e a Jedi questiona:
- O que aconteceu, Kairon?
Ele olha em volta a fala para Liora:
- Seu sabre Liora, está aqui perto...
A Jedi fica pensativa e depois de alguns segundos, entendi. Ela sente que seu sabre está em algum local próximo, fecha os olhos e concentra... ela estenda a mão e com o poder da força aciona seu sabre, o objeto está em uma espécie de armário, o feixe de luz se ativa e começa a danificar o repositório, Liora se concentra ainda mais, o sabre gira e aponta seu feixe de luz para Liora, a Jedi sente claramente sua arma e a puxa utilizando a força, o sabre voa em direção da Jedi, perfura todas as camadas de parede pelo caminho e crava ao lado da Jedi. Liora e Kairon se olham, e a Jedi sorri, em seguida puxa o sabre e novamente caminha ajudando Kairon. Ao se aproximar da porta principal mais quatro andrades surgem, Liora solta seu amigo e avança contra os andróides, depois de rebater um disparo a Jedi corta a cabeça dos androides, em seguida gira para esquerda e com o movimento divide mais dois ao meio, e o último é destruído com o sabre sendo atravessado na cabeça. A Jedi recolhe o feixe de luz e corre para pegar Kairon, apressadamente os dois andam, porém ao virar a direita, Liora tromba com um sentinela que está andando apressadamente, todos caem no chão.
A Jedi rapidamente ativa seu sabre para atacar o sentinela mesma estando no chão, no entanto ele grita:
- Espera! Sou eu Liora!
A Jedi fica confusa ao ouvir o sentinela falar seu nome, porém o sentinela remove o elmo que esconde seu rosto e ela vê que aquele é Cassian. Liora confusa pergunta:
- O que você tá fazendo aqui Cassian?
Liora se levanta ajudando Kairon e Cassian se levantando responde:
- Eu? Estou tentando sair desse lugar. E você? Continua com essa coisa?
A Jedi com tom sério fala:
- Ele não é um Sith!
Cassian levanta seu antebraço sem a mão e fala:
- agora sei que ele não é, mas ele que fez isso.
Ao ver o antebraço do Jedi, Liora se espanta e coloca a mão na boca, reflete por alguns segundos, porém fala para Cassian:
- Tenho certeza que você atacou primeiro...
O Jedi se espanta e questiona Liora:
- Então... acha certo fazer?
Porém, em meio a discussão quatro andróides aparecem por uma das portas, mas Cassian os jogam para longe com o poder da força, Os Jedis escutam barulho de passos, passos de androides, Cassian supera seus sentimentos contra Kairon e vai até desafeto e passa seu braço robótico por cima de seu pescoço, Liora sorri para Cassian e agradece:
- Obrigado Cassian.
Ambos se apressam e andam carregando Kairon, Liora reconhece uma das entradas e fala:
- Por aqui Cassian, a nave dos meus amigos está aqui!
Porém Liora comenta baixo:
- Eu espero...
Rapidamente entram pela grande porta e chegam ao hangar onde está a nave de Woktu e Gralwook está. Porém, ao ter a visão da nave, por volta de vinte androides estão na guarda à frente da nave dos amigos de Liora, e à frente deles com os braços para trás está Krylos.
Ambos param ao ver Krylos, e se lembram que ele os dominou no planeta Pinac. O lyranth sorrindo fala:
- Olha se não são: A garotinha Jedi, o maneta Jedi e a aberração.
Kairon ao ouvir a voz, se lembra de quem é o dono dela, se lembra que foi atingido covardemente, no entanto Liora olha para Cassian e fala:
- Cassian, por favor segure Kairon para mim.
Cassian fica surpreso e pergunta:
- O que vai fazer Liora?
A Jedi solta Kairon para que Cassian o segure e assim ele o faz, Liora se posiciona na frente de seus amigos e aciona o sabre de luz. Krylos coloca seus braços para frente e ele segura uma tonfa em cada mão que em seguida são acionadas, cada fica com feixe de energia. A jedi dá um passo à frente, porém para, ao sentir uma grande energia emergindo, os andróides começam todos a vibrar e Krylos olha para os lados sem entendem, de repente cada androide começa ser esmagado até todos estarem no chão, Liora olha para trás e vê Kairon se soltar de Cassian, ela sorri ao vê lo.
Kairon ergue a mão direita, e de um setor longe dali seu sabre começa a vibrar e girar no próprio eixo, em seguida se aciona e começa a cortar tudo em volta, o objeto vai ao encontro de Kairon girando como se fosse uma hélice, no caminho acerta alguns androides e surge no hangar em alta velocidade, a impressão é que Kairon poderá ter o braço decepado, no entanto o seguidor da força pega seu sabre perfeitamente.
Aparentemente Kairon começa a se recuperar, a energia que sai de seu olho esquerdo se intensifica, e o seguidor da força ordena:
- Liora, leve seu amigo daqui...
Porém a jedi não gosta da ardem e questiona:
- Eu não vou deixar você aqui..
No entanto, Liora é interrompida por Krylos dizendo:
- Desculpe desapontá-los, mas ninguém vai sair daqui.
O seguidor da força se posiciona na frente de Liora e fala:
- Eu alcanço vocês...
"Se gostou, comenta e compartilhe para que mais histórias sejam criadas. Se encontrar algum erro, comente para que possamos corrigir. Lembrando que essa é uma história não oficial, feita de fã para fã."
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